2º Encontro – Diálogo sobre a Prática Psicanalítica: Fronteiras Clínicas, Territórios e Redes

Sobre o Evento

A  PBCamp deu continuidade a esse percurso de estudos com uma nova roda de conversa, realizada em Campinas, em outubro de 2022. A pandemia de COVID-19 e seus efeitos sobre os vínculos, o trabalho e a saúde mental foram o pano de fundo para as reflexões daquele momento.

Se o primeiro encontro esteve mais próximo dos desafios vividos na relação terapêutica, esta segunda edição ampliou o olhar para além do consultório. A proposta foi pensar como as mudanças sociais, culturais e econômicas atravessam a vida das pessoas, produzem novas formas de sofrimento e também modificam as demandas dirigidas aos profissionais.

O debate contou com a participação de Fabrício Donizete da Costa, psiquiatra, psicanalista, mestre em Ciências pelo Instituto de Psicologia da USP e, à época, psiquiatra do NASF Nascente, em Campinas, e de Liliana Emparan, psicanalista, doutora em Psicologia Clínica pelo Instituto de Psicologia da USP e coordenadora do Projeto Pontes.

Migrações, democracia, neoliberalismo, atendimento on-line e urgências subjetivas estiveram entre os temas abordados. A chamada “sociedade do cansaço” também orientou a conversa, trazendo para o centro do debate os efeitos das exigências de produtividade e desempenho sobre a experiência cotidiana e a saúde mental.

Naquele período, a possibilidade de estar presencialmente com outras pessoas começava a ser retomada após as restrições impostas pela pandemia. A escolha da roda de conversa favoreceu a circulação da palavra e permitiu que convidados e participantes compartilhassem perguntas e experiências surgidas em um cenário ainda marcado por incertezas e transformações.

Ao abordar fronteiras clínicas, territórios e redes, o encontro chamou a atenção para uma dimensão importante do cuidado: cada pessoa vive em determinados contextos, estabelece diferentes vínculos e conta com recursos de apoio que também fazem parte de sua história. Considerar esses elementos ajuda a compreender o sofrimento de maneira mais ampla e a construir formas de acompanhamento conectadas à realidade de cada um.

Assim, o segundo encontro manteve vivo o percurso de estudos iniciado pela PBCamp e o aproximou das questões de seu tempo. Uma continuidade que hoje integra a história da APSIM e sua maneira de pensar a saúde mental em diálogo com a vida contemporânea.

Evento realizado pela PBCamp, grupo que deu origem à APSIM.